Saúde em luta reúne multidão e amplia pressão por negociação em São Paulo.

Ato em frente à Prefeitura mobilizou trabalhadores de OSs, Santas Casas e hospitais filantrópicos; estimativa preliminar informada ao Sindicato aponta cerca de 13 mil participantes


São Paulo, 15 de setembro de 2026 — A mobilização dos trabalhadores da Saúde de São Paulo cresceu e levou uma multidão ao Viaduto do Chá, em frente à Prefeitura, nesta segunda-feira (14). Trabalhadores de Organizações Sociais, Santas Casas e hospitais filantrópicos ocuparam o centro da cidade para exigir reajuste salarial, respeito à data-base, isonomia no vale-alimentação, melhores condições de trabalho e valorização de quem sustenta diariamente a rede de saúde.

A estimativa preliminar informada ao SINSAUDESP e atribuída a uma avaliação da Polícia Militar aponta aproximadamente 13 mil pessoas no ato. O Sindicato registra que esse número ainda deve ser formalmente confirmado pelo órgão responsável. A informação é apresentada, neste momento, como estimativa preliminar, e não como boletim público definitivo.

O crescimento é expressivo em relação ao ato de 3 de setembro, quando o Sindicato divulgou a presença de mais de 8 mil trabalhadores no Viaduto do Chá. A comparação mostra a ampliação da mobilização e a capacidade de organização da categoria, mas os números possuem naturezas distintas. Os mais de 8 mil são uma estimativa divulgada pelo Sindicato para o ato anterior, enquanto os cerca de 13 mil são uma estimativa preliminar atribuída à Polícia Militar para o ato de 14 de setembro.

A Saúde parou para ser ouvida. E quando os trabalhadores se levantam, a cidade inteira percebe a força de quem cuida da população.

Jefferson Caproni: “A Saúde quer negociação, proposta e respeito” O presidente do SINSAUDESP, Jefferson Caproni, destacou que o crescimento da mobilização demonstra que a categoria não foi desmobilizada:

“O ato de 14 de setembro mostrou que a categoria não foi desmobilizada. Pelo contrário: a participação cresceu. Recebemos uma estimativa preliminar atribuída à Polícia Militar de aproximadamente 13 mil pessoas, número que ainda aguardamos confirmar formalmente. No dia 3 de setembro, o Sindicato já havia reunido mais de 8 mil trabalhadores, segundo a estimativa divulgada pela entidade. A mensagem é objetiva: a Saúde quer negociação, quer proposta e quer respeito. Estamos abertos ao diálogo, mas não aceitaremos que os trabalhadores continuem sem reajuste, com benefícios desiguais e condições inadequadas de trabalho.”

Imprensa registra a força do movimento

A repercussão pública também cresceu. A UOL Notícias publicou vídeo sobre o protesto e registrou o ato no Viaduto do Chá, o início da greve, a participação de trabalhadores vinculados a Organizações Sociais e hospitais filantrópicos e as reivindicações por benefícios, reajuste, igualdade de remuneração e melhores condições de trabalho.

A Alvarenga TV acompanhou a manifestação em frente à Prefeitura e divulgou imagens do movimento, destacando a cobrança por reajuste salarial, aumento do vale-alimentação e melhoria do vale-refeição.

A Rádio Peão Brasil também publicou reportagem sobre a aprovação da greve e a convocação do ato no Viaduto do Chá, contribuindo para ampliar a visibilidade da pauta dos trabalhadores da Saúde.

Portais locais e páginas comunitárias, como o Portal Cidade Tiradentes e o M Boi Mirim News, igualmente divulgaram informações sobre a paralisação e o impasse nas negociações.

A imprensa e os comunicadores que estiveram atentos ao ato ajudaram a mostrar à sociedade uma realidade que não pode ser escondida: os profissionais que cuidam da população também precisam ser respeitados, valorizados e ouvidos.

Uma pauta que não pode mais ser adiada

A categoria reivindica a abertura de uma mesa efetiva de negociação e uma proposta concreta para a campanha salarial. Entre os principais pontos estão o reajuste salarial com data-base vencida, a igualdade no vale-alimentação, a revisão do vale-refeição, o reconhecimento da insalubridade e a melhoria das condições de trabalho nas unidades de saúde.

O Sindicato também denuncia a desigualdade existente entre categorias que atuam na mesma rede. Enquanto agentes comunitários de saúde passaram a receber vale-alimentação de R$ 500, trabalhadores de outras áreas permanecem com benefício de R$ 200, segundo os dados apresentados pela entidade.

A reivindicação é por tratamento isonômico e por uma política que reconheça o custo de vida e a responsabilidade de todos os profissionais envolvidos no atendimento à população.

A mobilização foi organizada com responsabilidade e com a preservação dos atendimentos indispensáveis à população. O movimento não é contra o usuário do SUS. É uma cobrança dirigida aos responsáveis pela valorização e pelo financiamento da rede, para que a saúde não seja sustentada pela precarização de quem trabalha nela.

Sindicato mantém disposição para dialogar, mas exige proposta

O SINSAUDESP reafirma que está aberto ao diálogo. O que a categoria não aceita é a substituição da negociação por promessas genéricas, silêncio institucional ou transferência de responsabilidade entre Prefeitura, Secretaria Municipal da Saúde, Organizações Sociais e entidades filantrópicas.

A força demonstrada nas ruas deixa uma mensagem clara: não haverá normalidade enquanto os trabalhadores da Saúde forem tratados como invisíveis.

A categoria quer uma mesa de negociação com prazo, compromisso, proposta escrita e encaminhamento capaz de produzir resultados.

Mais de 8 mil no primeiro ato. Cerca de 13 mil na estimativa preliminar do segundo. A mobilização cresceu porque o problema continua sem solução.

O SINSAUDESP continuará acompanhando as negociações, defendendo os trabalhadores e cobrando das autoridades uma resposta compatível com a importância da Saúde para São Paulo.

SINSAUDESP | Quem cuida da Saúde também precisa ser cuidado.