INTS responde ao SinSaúdeSP e reconhece que não está cumprindo a Convenção Coletiva

Após denúncia do Sindicato da Saúde de São Paulo, o INTS joga a culpa na Prefeitura e admite que não reajustou os salários, não corrigiu o vale-refeição, a cesta básica e o auxílio creche e também não pagou o abono indenizatório determinado pela Convenção Coletiva do SinSaúdeSP. O documento encaminhado pela empresa ao presidente Jefferson Caproni, é assinado pelo diretor executivo do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde, César Roberto Damazio, que alega que “o INTS atua exclusivamente por meio de contratos de gestão firmados com o Poder Público, sendo integralmente dependente dos repasses financeiros provenientes desses ajustes”. E Damazio conclui: “qualquer reajuste salarial ou concessão de benefícios, que implique impacto financeiro, só pode ser implementado mediante prévia autorização do ente público contratante (Prefeitura de São Paulo)”, o que, segundo a empresa, ainda não aconteceu.

Em São Paulo, o INTS gerencia a Rede Assistencial de Saúde – STS – SACA e foi a partir das dezenas de denúncias encaminhadas por funcionários que o Sindicato da Saúde de São Paulo decidiu cobrar explicações da empresa e da Prefeitura e exigir o cumprimento imediato e integral das conquistas alcançadas pelos trabalhadores. Após o documento enviado pela direção do INTS, o presidente do SinSaúdeSP, Jefferson Caproni, voltou a se manifestar e reafirmou que não aceitará que “o jogo de empurra, entre a OS e o Poder Público, sirva de desculpa para atrasar ou negar o que é direito do trabalhador!”. E Jefferson Caproni disse mais: “O SinSaúdeSP já comunicou que, diante da falta de solução e da omissão, encaminhará o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Justiça do Trabalho para garantir, por via legal, a aplicação imediata da nossa CCT”.

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