
Nesta sexta-feira (13), tem início o Carnaval em São Paulo. Enquanto milhões de foliões se preparam para ocupar ruas e avenidas, o SinSaúdeSP faz um alerta: a Covid-19 ainda afasta profissionais e segue provocando mortes entre trabalhadores da saúde.
Cenário preocupa
De acordo com dados recentes (2025/2026), São Paulo permanece no topo do ranking nacional de óbitos por Covid-19, com 347 mortes registradas no período. O sindicato também informa que já recebeu relatos de afastamentos de profissionais na Atenção Primária e em hospitais ao longo deste mês de fevereiro.
Com a intensificação das aglomerações típicas do Carnaval, a expectativa é de aumento na circulação viral nas próximas semanas, elevando o risco de novos casos e afastamentos justamente entre aqueles que estão na linha de frente do atendimento à população.
Exigências às OSS e à Prefeitura
Diante do cenário, o SinSaúdeSP apresentou uma série de reivindicações às Organizações Sociais de Saúde (OSS) e à Prefeitura:
1. Pagamento imediato de insalubridade em grau máximo (40%)
O sindicato considera inaceitável que profissionais que atuam diretamente com casos de Covid-19 não recebam o adicional máximo de insalubridade, diante do risco biológico permanente e comprovado.
2. Emissão de CAT para todos os casos confirmados
A entidade exige a abertura imediata da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para cada trabalhador diagnosticado com a doença, garantindo respaldo legal e previdenciário.
3. Reforço na oferta de EPIs
O sindicato solicita a ampliação imediata do fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual, especialmente máscaras N95/PFF2, para enfrentar o possível aumento da demanda após o período festivo.
Segundo o presidente do SinSaúdeSP, Jefferson Caproni, é fundamental que as medidas de proteção sejam adotadas de forma preventiva, assegurando condições adequadas de trabalho e segurança aos profissionais da saúde. A entidade afirma que seguirá monitorando a situação durante todo o período carnavalesco e cobrando providências dos gestores públicos.
O Sindicato está de olho! Não permitiremos que a saúde de quem salva vidas seja negligenciada.
Jefferson Caproni
Presidente do SinSaúdeSP

